Estes são os
meus olhos.
Esta sou eu…
Esta sou eu…
A minha mão é
o coração, vazio, quase que inexistente.
É tudo aquilo sou.
É tudo aquilo sou.
Mas, nem
sempre foi assim.
No dia em que
descobri o Tudo.
Senti-me realizada.
Tudo fazia-me
existir, preenchia-me o Nada que era.
Mostrou-me que
ser Nada, não quer dizer que não possa ser alguém.
Sorri.
Transformei-me
em algo que nunca pensei ser.
A conjunção do
meu Nada com o Tudo que ela era cria-mos um Mundo.
O nosso Mundo,
que acabou por ser erradicado pelo diabo.
Tudo,
perdeu-se por completo.
Energúmeno era
a melhor palavra que o descrevia.
Abandonou-me e
ao Mundo sem qualquer explicação.
Precisei de
olhar para o Mundo, pois não acreditava.
E com os meus olhos assim o vi.
E com os meus olhos assim o vi.
Lavei-me de
Tudo o que me ainda ocupava.
E acabei
assim.
Sem
coisa nenhuma.
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