quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Á descoberta do que fazer

    Era quinta-feira e o Guto não tinha nada para fazer. Ele era um rapaz que podia fazer o que quisesse. Tinha tudo ao seu dispor deste de pequenos gorilas para violar até grandes vacas. Mas nem mesmo nesse dia lhe apetecia violar as vacas. O rapaz já as tinha violado várias vezes que elas já sabiam a carne mastigada. Nesse dia a sua amiga Karol veio visita-lo. Pois também ela não tinha nada para fazer nesse fatigante dia.
Tiveram horas a fio a conversar a tentar arranjar algo de útil para fazerem. Até ao momento que Karol olha para o ombro de Guto e repara que lhe estava a crescer um cerveja no ombro. Muito assutada puxa a cerveja para fora. Era uma mini de 25cl.Estava fresquinha. Estava mesmo no ponto. Guto fica pasmado com que lhe estava acontecer, pois sempre que ele puxava uma mini do seu braço tornava a crescer-lhe outra. Karol muito assutada fugiu para casa com que se estava a passar com Guto, porque ele já tinha descoberto o que fazer nesse dia. Embebedar-se. O problema é que ela não gostava de álcool e tinha medo que ele morre-se mesmo ali na sua frente.
    Ele não só bebeu como decidiu voltar a fumar. Fumou 2 maços e bebeu 50 cervejas até desmaiar quando abriu a janela para ver o pôr-do-sol. Quando estava inconsciente começou a sonhar com uma cadela falante que se apresentava como Fary. Era uma cadela pequena e meiga. Não fazia grande coisa da vida. Fary era também a cadela de Karol. Havia quem chama-se á cadela de almofada, devido á sua inatividade e á tremenda tendência que a cadelinha tinha para dormir. Só que no sonho de Guto passava-se totalmente o contrário. O raio da cadela era irrequieta e chata como tudo. Devido á cadela ser chata Guto mata-a com um alfinete espetado na veia que comanda todo o sistema da pessoa. Guto acorda sobressaltado após ter morto a cadela. Pega no telemóvel e vê imensas chamadas de Karol. Ele telefona-lhe porque sabia que Karol de certeza que estava muito preocupado com ele como boa amiga que era.
 - Karol estou bem. - afirmou Guto com muita clareza ao telefone.

 - Ainda bem porque, eu não. - respondeu-lhe Karol a lacrimejar.
 - Então que se passa? Telefonas-te me imensas vezes, pensei que estivesses preocupada comigo. Porque quando sais-te disseste que me ias telefonar para saber se estava bem. - disse Guto muito surpreendido.
 - Sabes? A Fary. A minha cadela morreu com um alfinete espetado na veia.
Guto desliga o telefone. Pois fica apavorado. O que ele viu no sonho aconteceu na realidade e como que num acto de loucura pega numa pistola e vai até ao espelho da casa de banho. Observa-se ao espelho por algum tempo, sempre a pensar no que aconteceu naquele dia. Até que do nada golpeia o espelho. O espelho fica em cacos. E com a pistola na mão aponta-a á sua cabeça e diz.
 - Este é quem realmente sou. Não passo de um conjunto de personalidades que não são minhas. Eu sou apenas um corpo...

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